sábado, 16 de outubro de 2021

Variante Delta predomina em Pernambuco em novo sequenciamento genético

 


De 176 amostras biológicas de pacientes positivos para a Covid-19, 154 (87,5%) apresentaram a variante Delta ou suas sublinhagens em novo sequenciamento genético. O resultado foi disponibilizado nesta sexta-feira (15) pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz PE) à Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).


De acordo com a secretaria, as coletas desses pacientes foram realizadas entre os meses de agosto e setembro deste ano. Eles são residentes dos municípios de Amaraji, Araripina, Caruaru, Cupira, Escada, Gravatá, Jataúba, Lagoa Grande, Moreno, Paudalho, Petrolina, Recife, Santa Cruz do Capibaribe, São Caetano, São Lourenço da Mata, Serra Talhada, Taquaritinga do Norte, Terra Nova, Carnaúba dos Dantas (RN), Juazeiro (BA) e São Paulo (SP).

"Já tínhamos apresentado rodadas anteriores com a predominância da variante delta, mas o
quantitativo de amostras era menor. Essa é a primeira vez que temos uma amostragem acima
de 100 com a maior parte sendo da variante originária na Índia. Felizmente, não notamos um
aumento de casos e uma maior procura por internação nos dois últimos meses, o que pode ser
um reflexo do avanço da vacinação em nosso Estado", disse o secretário de Saúde do estado, André Longo.

Ele lembrou, contudo, que ainda não é momento de flexibilizar os cuidados. "Além da imunização, com foco na segunda dose e no reforço dos grupos preconizados, precisamos continuar usando máscara e respeitando os protocolos. Esses são os meios para que possamos continuar salvando vidas e para superar essa que é a maior pandemia dos últimos 100 anos".

O secretário ressaltou ainda que as medidas de controle são as mesmas para todas as variantes do novo coronavírus. Os demais genomas eram da variante Gama (P.1) ou suas sublinhagens e as coletas ocorreram nos meses de abril, maio, agosto e setembro, além de uma B.1, que, segundo a secretaria, não é considerada variante de preocupação. Esses pacientes são dos municípios de Afrânio, Araripina, Caruaru, Dormentes, Moreno, Petrolina, Recife e São Caetano.Diário de PE

Influenciadora acorda com um seio maior do que o outro e se assusta; entenda

No TikTok, Influenciadora Abbie Herbert relatou questão com seios (Reprodução/Instagram/TikTok)

 A influenciadora digital Abbie Herbert, moradora dos Estados Unidos, usou seu perfil no TikTok para relatar um acontecimento que a assustou. Em um vídeo, a jovem contou que acordou em um belo dia com um seio maior do que o outro. O motivo? Sua bebê, Poppy, tinha preferência por um seio específico na hora de ser amamentada.

"Eu disse: 'Garota, o lado direito é seu. Você o ama, então ele é seu", explicou Abbie, que atendeu os desejos da filha. Porém, para a mamãe de primeira viagem, foi uma surpresa descobrir que a decisão a deixou com um seio maior do que o outro. 

"Esta é uma das coisas que ninguém te conta quando você dá à luz.Alguém esqueceu de me avisar o que poderia acontecer caso eu deixasse a minha bebê se alimentar em apenas um dos seios. Este está duro como uma pedra, não é implante, é só meu seio. E esse está 'desaparecendo'. Isso é normal? Nunca vai voltar? Alguém me ajuda?", pediu. Jornalismo > Fofocalizando 

sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Pernambuco amplia público nos estádios de futebol para até 15% da capacidade total

 

Jogos no Estádio do Arruda, na Zona Norte do Recife, poderão ter até nove mil torcedores — Foto: Marlon Costa/Pernambuco Press

O governo de Pernambuco anunciou, nesta quinta-feira (14), a ampliação de público nos estádios de futebol para até 15% da capacidade do local. Também aumentou para até 2h o horário de funcionamento de eventos culturais, sociais e corporativos, bares e restaurantes, clubes sociais, cinemas, teatros, circos, colações de grau, aulas da saudade e cultos ecumênicos.

As mudanças começam a valer na sexta-feira (15), em todo o estado. Confira, abaixo, o público máximo que cada estádio pode receber:

  • Arruda, no Recife: 9 mil torcedores (capacidade total de 60 mil)
  • Ilha do Retiro, no Recife: 5,2 mil torcedores (capacidade total de 35 mil)
  • Aflitos, no Recife: 2,9 mil torcedores (capacidade total de 19,6 mil)
  • Lacerdão, em Caruaru: 4,5 mil torcedores (capacidade total de 30 mil)
  • Cornélio de Barros, em Salgueiro: 1,8 mil torcedores (capacidade total de 12 mil)
  • Ademir Cunha, em Paulista: 1,8 mil torcedores (capacidade total de 12 mil)

Os jogos de futebol profissional voltaram a ser realizados com público no dia 27 de setembro, após o governo autorizar a presença de até 2,5 mil pessoas ou 20% da capacidade do local. Desde então, o funcionamento de eventos, bares e restaurantes era de até 1h.

Para a realização dos jogos e dos eventos, os ingressos continuam sendo 90% destinados para pessoas com a segunda dose da vacina ou com uma dose, no caso de imunizante de dose única. Os outros 10% são para pessoas com a primeira dose e com exame RT-PCR feito 48 horas antes ou teste de antígeno feito 24 horas antes do evento.Os eventos, a partir da sexta (15), podem ser até 2h, mas também passam a ter duração de, no máximo, oito horas. Os shows continuam com a capacidade máxima de 2,5 mil pessoas ou 50% do local, o que for menor, e devem ser realizados com mesas e cadeiras, sem dança.

A capacidade nos eventos corporativos, colações de grau, aulas da saudade e cultos ecumênicos permanece de 2,5 mil presentes ou 80% do local, o que for menor. Cinemas, teatros e circos também seguem a mesma regra. A capacidade máxima dos eventos sociais/buffet permanece em 2,5 mil presentes ou 50% do local, o que for menor.

Em hotéis e pousadas, as pessoas não hospedadas também passam a ter acesso livre aos restaurantes a partir da sexta (15). Do G1 PE

quinta-feira, 14 de outubro de 2021

População do Brasil deve diminuir para 180 milhões de habitantes em 2100, diz Ipea

 

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Até 2100, a população brasileira deverá ser inferior a 180 milhões de habitantes. É o que afirma o levantamento Projeções Populacionais Por Idade e Sexo Para o Brasil até 2100, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No estudo, as pesquisadoras Gabriela Bonifácio e Raquel Guimarães utilizaram métodos diferentes na análise populacional. O extenso período de projeção adotado — de 2010 até 2100 — não é uma prática frequente em exercícios de projeção populacional. Segundo a pesquisa, essa técnica permitiu fornecer dados populacionais plausíveis para subsidiar projeções econômicas e atuariais importantes que, em algumas situações, demandam um espaço temporal maior.


Para elaborar o estudo, as pesquisadoras partiram de três cenários. No primeiro, considerou-se a hipótese de continuidade das tendências de projeção realizadas pelo IBGE: saldos migratórios próximo a zero no país nos próximos anos, níveis da fecundidade diminuindo para 1,66 filho por mulher e continuidade da queda dos níveis de mortalidade e aumento da longevidade da população do país.

No segundo cenário, chamado de “choque”, a fecundidade cai para níveis abaixo daqueles previstos pelo IBGE, o mesmo ocorrendo com a mortalidade. O resultado desse fenômeno é uma expectativa de vida maior que o previsto. A migração foi mantida com o mesmo comportamento estimado para o primeiro cenário.

Por fim, as pesquisadoras consideraram um cenário de fecundidade constante. Assim, as taxas de fecundidade projetadas pelo IBGE foram mantidas em boa parte do período analisado, e as taxas de mortalidade e migração são as mesmas daquelas empregadas no primeiro cenário de projeção.

Essas premissas resultaram em três possíveis projeções populacionais, distintas quanto à composição por sexo e grupos de idade e com diferentes impactos para o regime previdenciário. “Os exercícios de projeção populacional envolvem tarefas complexas, que devem levar em consideração um conjunto de elementos demográficos, econômicos, políticos e sociais para serem desenvolvidas com qualidade. Daí que obter projeções totalmente corretas é muito difícil e torna-se ainda mais complicado na medida em que diminui o tamanho da localidade”, pondera o texto.

Faixa etária
Apesar das ressalvas, os três cenários indicam que a população brasileira irá diminuir. As previsões sugerem que o país terá, em 2100, um contingente populacional inferior ao de 2010, de aproximadamente 194 milhões de pessoas. A diferença entre os cenários está no ritmo com que esse declínio populacional ocorrerá. As taxas de crescimento mostram que, no primeiro cenário, a população do Brasil apresentará crescimento negativo a partir de 2050, ocorrendo o mesmo no terceiro cenário. De fato, os resultados para esses dois cenários são bastante parecidos. A diferença ocorre no ritmo da redução populacional.

No cenário de choque, contudo, segundo a pesquisa, a taxa de crescimento torna-se negativa já a partir de 2040. Isso se deve ao fato de que a fecundidade projetada declinará a um nível extremamente baixo e com um ritmo de queda mais acentuado que nos outros cenários.

O estudo observa, ainda, uma mudança considerável na estrutura etária do país. Indica uma perda do peso relativo dos mais jovens (até 15 anos), e aumento do peso relativo dos idosos (acima de 65 anos), em todos os cenários. Nos dois primeiros cenários, os mais jovens representarão, em 2100, aproximadamente apenas 13% da população, ao passo que os idosos, cerca de 30%. É o oposto do que ocorria em 2010, início da projeção. No cenário de choque, no qual o processo de envelhecimento é mais rápido e acentuado, os mais jovens serão, em 2100, 9% do total da população brasileira e os idosos, 40%.Do Diário de PE