segunda-feira, 6 de julho de 2020

Ciclista atropelado por Gusttavo Lima recebe alta após atendimento médico, diz funcionária de hospital

Gusttavo Lima atropelou um ciclista quando voltava de sua fazenda — Foto: Julio Cesar Costa
Foto: Julio Cesar Costa
O ciclista que foi atropelado pelo cantor Gusttavo Lima recebeu atendimento médico, teve alta e voltou para casa na madrugada desta segunda-feira (6). A informação foi confirmada ao G1 por uma funcionária, que preferiu não se identificar, do Hospital Municipal de Bela Vista de Goiás, Região Metropolitana da capital, onde o homem recebeu o primeiro atendimento.
O acidente aconteceu na noite de domingo (5), quando o artista saiu de sua fazenda em Bela Vista de Goiás e voltava para casa, em Goiânia. Gusttavo Lima, que estava sozinho, não se feriu.
A profissional informou que o homem, de 30 anos, foi levado ao hospital com uma escoriação nas costas e reclamando de dores na perna. No local, passou por um exame de raio-X que se mostrou inconclusivo.
Por isso, relata, ele foi levado em uma ambulância da prefeitura para uma clínica particular, em Goiânia, onde passou por uma tomografia que descartou qualquer fratura.
O ciclista, então, de acordo com a enfermeira, foi levado de volta ao hospital em Bela Vista de Goiás, deu baixa na internação e teve alta para voltar para casa. Ela explicou que todos os procedimentos foram acompanhados integralmente por dois funcionários do cantor.

Acidente

Segundo a assessoria de Gusttavo Lima, o artista estava a 30 km/h para passar em um radar eletrônico, com velocidade máxima permitida de 40 km/h, na saída da cidade. Mesmo assim, ele não conseguir desviar do ciclista, que "não respeitou a sinalização de parada na via".
O cantor chamou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e esperou o socorro médico no local. "O homem está consciente e foi levado para atendimento pelos socorristas porque a médica e o próprio Gusttavo falaram que ele tinha quer ir, porque ele não queria ir", diz a assessoria de imprensa. G1

Brasil atinge 1 milhão de curados; 64,1% dos pacientes venceram a doença

 (Detran/ Divulgação)

Mesmo diante de um cenário cada vez desolador, o Brasil atinge uma estatística positiva acerca do coronavírus: o país contabilizou neste domingo o número de 1 milhão de pacientes recuperados da doença. De acordo com o balanço da Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos, o país sul-americano já tem 1.028.488 pessoas sem os sintomas da Covid-19, o que representa uma vitória maiúscula para os profissionais de saúde. 

No levantamento do Ministério da Saúde, essa quantidade é inferior: apenas 906.286 já estão devidamente curados, com base nos dados repassados pelas secretarias de saúde de todo o país. 

Apesar disso, os números da Universidade John Hopkins trazem uma dose de esperança a mais para quem convive com o drama de ter um familiar sob tratamento numa unidade hospitalar. Desde o primeiro caso no Brasil, registrado em 17 de março, em São Paulo, 64,1% dos pacientes venceram a guerra contra o coronavírus. 

Ainda que várias cidades e estados vivam diariamente problemas de falta de leitos de Unidades de Teapia Intensiva (UTIs) e enfermarias, o país tem mostrado evolução no tratamento, graças também à competência de médicos, enfermeiras e demais servidores que trabalham diariamente nos hospitais.

Tudo isso ocorre em meio à polêmica da liberação da cloroquina para o tratamento em pacientes com quadro menos grave. O uso do medicamento - usado para tratar casos de lupos, malária, artrite e artrose - foi o responsável por gerar uma crise no governo entre o presidente Jair Bolsonaro e seus ministros da saúde. Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich foram desligados da pasta depois de vetarem a presença do remédio, que podem trazer efeitos colaterais como sérios problemas cardíacos.

Destaque no mundo  
Em todo o mundo, o Brasil já é a nação com o maior número de recuperados. Com cerca de 2,8 milhões de casos, os Estados Unidos chegaram a 894.325 pacientes que venceram a doença, com apenas 31,3% de êxito nos tratamentos. A exemplo do Brasil, o país governado por Donald Trump não consegue controlar a taxa de transmissão da doença e já contabilizou quase 130 mil mortes.

O levantamento da Universidade John Hopkins demonstra que a Rússia é outro país que obtém sucesso no tratamento dos pacientes de coronavírus. Dos 680.283 indivíduos que conviveram com o vírus, quase 450 mil superaram o drama, o que corresponde a 66,1% dos enfermos - foram 10.145 mortes. Na India, esse índice é de 60%: 409 mil pessoas que contraíram a COVID-19 tiveram vitória na luta num total de 673.165 casos. O país asiático registrou 19.268 óbitos.Diário dePE

VÍDEO NOVINHO NO CANAL DO GERLENO VERAS CORRE LA E SE ESCREVE



sexta-feira, 3 de julho de 2020

Família diz que relação entre neto que desenterrou avó no AM era de 'amor e cumplicidade'; homem trata esquizofrenia

Homem foi criado por avó e familiares contam que, graças à ela, ele 'venceu na vida'. — Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal
Criado pela avó desde que nasceu, André Augusto Januário da Silva, de 35 anos, tinha uma relação muito próxima com a idosa, conforme relatou a mãe dele, a pedagoga Damiana Januário da Silva, de 55 anos. O homem, que possui esquizofrenia, foi detido na última quinta-feira (2) após desenterrar a avó da sepultura, dançar com o corpo e dizer que queria doar os próprios órgãos a ela para trazê-la de volta à vida.
Em entrevista  nesta sexta-feira (3), a mãe dele contou que a relação dos dois era de amor e cumplicidade. A idosa morreu em 2018, aos 82 anos, após lutar por três meses contra um câncer. Damiana contou que André nunca aceitou ou entendeu a partida da avó, pois além de os dois serem muito unidos, a doença dele dificultava esse entendimento.
Ainda segundo ela, foi graças à criação da avó que o homem conseguiu ‘vencer na vida’ e se tornar ‘uma pessoa melhor’. Ele sempre agradeceu e disse que nunca deixaria a avó, por ela ter cuidado dele desde o nascimento.
Segundo a família, André foi diagnosticado com esquizofrenia aos 17 anos, e, desde então, passa por tratamento no Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro. A mãe disse que gostaria de internar o filho em uma clínica particular, mas não possui dinheiro para pagar o tratamento.
O processo de superação de luto é diferente para cada pessoa, segundo afirmou o psiquiatra e psicoterapeuta Wilson Gonzaga. Ele explicou que, no caso de André, apenas o tratamento adequado é a solução para manter o controle da realidade.
Segundo o especialista, a esquizofrenia é um distúrbio mental crônico que é caracterizada por desagregação do pensamento, ou seja, pessoa com pensamento completamente incoerente por delírio e alucinações. A causa da doença ainda é desconhecida, mas fatores como genética, ambiente, estrutura e química cerebrais alteradas podem influenciar. Segundo Gonzaga, somente a medicação pode trazer ele para o mais perto possível da realidade. G1 AM