terça-feira, 27 de janeiro de 2026

João Campos se pronuncia sobre monitoramento de secretário: "não vai passar impune"

 

Prefeito do Recife, João Campos, em entrevista ao Diario de Pernambuco (Foto: Francisco Silva/DP Foto)

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), se pronunciou na noite desta segunda-feira (26), sobre a denúncia de que o secretário Gustavo Queiroz Monteiro, chefe de articulação política e social da Prefeitura do Recife, estaria sendo "espionado" pela Polícia Civil. A denúncia foi veiculada no domingo (25) pela TV Record.

“O que está em jogo não é a polícia investigar, mas fazer isso da forma certa. Eu não tolero corrupção, mas também não tolero perseguição”, afirmou o gestor municipal.

A Polícia Civil confirmou que houve monitoramento e informou que a apuração teve início a partir de uma denúncia de suposto recebimento de propina por parte de Monteiro. Segundo a corporação, o foco da investigação era um veículo da frota da Prefeitura do Recife utilizado pelo secretário.

“Foi revelado que inquéritos foram desarquivados por interesse eleitoral. Perseguições sem ordem judicial, sem inquérito, sem boletim de ocorrência, sem nenhuma formalidade. Rastreador sendo colocado em carro oficial da prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso. Isso é um absurdo”, diz João Campos na gravação.

O prefeito do Recife questionou quem seria o mandante das ordens da possível espionagem e exigiu a formalidade do arquivamento do caso, anunciada pelo secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho.

“Quem está dando essas ordens? É interesse de quem? Será que iam tentando construir provas falsas, uma realidade que não existe, para incriminar pessoas inocentes? Até porque, depois que saiu a notícia, a SDS disse que o caso foi arquivado e que nada foi encontrado. Cadê a formalidade disso tudo? Porque na polícia e na política não vale tudo, não. Tem regra, tem lei, e elas têm que ser cumpridas por todo mundo”, exigiu.

De acordo com o governo, a suspeita surgiu após uma denúncia anônima que relatava o uso de um veículo oficial por um servidor municipal em um possível esquema ilícito.

A denúncia aponta ainda a existência de um grupo no WhatsApp, com participação de policiais civis, no qual agentes e delegados trocavam informações sobre a rotina do secretário. A Secretaria de Defesa Social (SDS) confirmou a existência do grupo, chamado “Nova Missão”.

Conforme o relato, o carro da frota da prefeitura utilizado pelo secretário Gustavo Monteiro era acompanhado desde o momento em que ele saía de casa até o retorno à noite. O prefeito do Recife criticou o monitoramento.

“Aí vem uma ação absurda como essa: três delegados e sete agentes, num grupo informal de WhatsApp. Quem deu a ordem para formar esse grupo? Para tomar essas medidas ilegais e criminosas? Isso não está certo. Isso é ilegal. Isso é imoral. E isso não começou agora”, afirma o prefeito no vídeo.

Campos destacou que a situação não passará “impune” e que “não vale tudo para disputar uma eleição”.

“E eu quero dizer a vocês que vou tomar todas as medidas cabíveis na Justiça brasileira, porque isso não vai passar impune. A democracia brasileira não permite, nem permitirá, nenhum arroba autoritário”, complementa João Campos.

Denúncia anônima

Nesta segunda-feira, o secretário de Defesa Social de Pernambuco afirmou que determinou a abertura da investigação após a SDS receber um documento contendo imagens do secretário, do irmão dele e do veículo em um estacionamento. O material chegou de forma anônima, segundo o Alessandro Carvalho.

No texto da denúncia, Gustavo Monteiro é descrito como “braço direito do prefeito”, amigo de faculdade e responsável pela arrecadação e distribuição de recursos financeiros. O documento afirma ainda que ele coordenaria um suposto esquema de arrecadação de propina e delegaria a execução aos irmãos.

Já Eduardo Monteiro é apontado como alguém ligado ao gabinete do prefeito, descrito no documento como “conhecido e temido por fornecedores”, e que atuaria na cobrança de propina em diversas secretarias, inclusive com suposta manipulação de licitações para favorecer empresas.

A denúncia afirma que Eduardo Monteiro receberia pagamentos em dinheiro em estacionamentos de shoppings, com percentuais entre 4% e 5% do faturamento mensal de fornecedores da prefeitura.

O texto acrescenta que, caso o pagamento não fosse feito em determinado mês, haveria bloqueio dos repasses no mês seguinte. O documento também menciona cobranças entre 30% e 50% sobre valores a receber ou pendências decorrentes de reequilíbrios contratuais.Ainda segundo a denúncia, fornecedores que atuaram em eventos, como o carnaval, seriam obrigados a pagar entre 5% e 10%, o que teria levado empresas terceirizadas a dificuldades financeiras, por conta de cobranças consideradas incompatíveis com os faturamentos.

O pai de Gustavo e Eduardo, Henrique Monteiro, também é citado no documento, como alguém que teria atuado com a mesma finalidade na Secretaria de Saúde e que já teria operado na Secretaria de Cultura do Recife.

Por fim, a denúncia aponta que empresas ligadas a Romero Jatobá, pai do vereador Romerinho Jatobá (PSB), presidente da Câmara Municipal, seriam exceções à suposta cobrança de propina, com alegação de favorecimento desde a licitação até a contratação de funcionários. Diário de PE

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

POLÍCIA CIVIL DE PERNAMBUCO É ACUSADA DE ESPIONAGEM CONTRA SECRETÁRIO DA PREFEITURA DO RECIFE

 


Uma reportagem exibida pelo Domingo Espetacular, da TV Record, neste domingo (25), revelou que policiais civis de Pernambuco realizaram uma operação de espionagem contra o secretário de Administração do Recife, Gustavo Monteiro, e seu irmão, Eduardo Monteiro, assessor da prefeitura. A ação teria sido batizada internamente de “Nova Missão”.

Segundo mensagens obtidas pela reportagem, os agentes passaram a monitorar a rotina dos dois, acompanharam deslocamentos diários e instalaram um rastreador veicular — chamado de “carrapato” pelos próprios policiais — em um dos veículos utilizados pela família. Apesar disso, Gustavo Monteiro era tratado como “alvo da inteligência”, mesmo sem responder a qualquer investigação formal ou inquérito policial.

Entre agosto e outubro do ano passado, os policiais teriam seguido os passos do secretário desde a saída de casa até o retorno no período da noite. As informações eram compartilhadas em tempo real em um grupo de mensagens com cerca de dez integrantes, entre delegados e agentes. O carro monitorado era utilizado com mais frequência por Eduardo Monteiro.

De acordo com a reportagem, no dia 13 de setembro, os agentes aproveitaram uma parada de Eduardo em um mercado para instalar o rastreador no automóvel. As conversas indicam que o equipamento foi adquirido pelo delegado Wagner Domingues, coordenador da inteligência da Polícia Civil de Pernambuco.

Durante o período de vigilância, os policiais registraram um acidente envolvendo o veículo monitorado e demonstraram preocupação com a possibilidade de o rastreador ser descoberto durante o conserto em uma oficina. As mensagens também mencionam o uso do sistema de reconhecimento facial Clearview, ferramenta de uso restrito às forças de segurança.

O governo de Pernambuco adquiriu oito licenças do sistema por aproximadamente R$ 800 mil, sendo o delegado Wagner Domingues o gestor do contrato.

Ao tomar conhecimento do monitoramento, Gustavo Monteiro afirmou estar indignado e classificou a prática como perseguição política, afirmando que o episódio é incompatível com a democracia.

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco informou que recebeu denúncia anônima sobre possível recebimento de propina, que a apuração seguiu os trâmites legais e que nenhum inquérito foi instaurado. Já a Prefeitura do Recife declarou repudiar qualquer uso indevido das forças policiais e defendeu o respeito às instituições democráticas. Agreste Violento

sábado, 24 de janeiro de 2026

Acidente de Carro Tira a Vida de Professora em Água Branca, e Deixa Duas Pessoas Feridas

 



Um grave acidente de trânsito foi registrado na tarde desta sexta-feira (23), na entrada do município de Barra de Santana, no Cariri paraibano. A colisão envolveu um veículo de passeio e uma caminhonete pertencente à Prefeitura de Água Branca, no Sertão da Paraíba.

De acordo com as primeiras informações, após o impacto, o carro onde estavam as vítimas perdeu o controle e desceu uma ribanceira às margens da via. Uma mulher identificada apenas como Luciana morreu ainda no local. Informações iniciais apontam que ela era professora e bastante conhecida na cidade.
No veículo também estavam um homem e uma criança, que ficaram feridos. Ambos foram socorridos por equipes de resgate e encaminhados para unidades de saúde da região. O estado de saúde das vítimas sobreviventes ainda não foi oficialmente divulgado.
Todos os ocupantes do carro são moradores de Barra de Santana. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e outros órgãos de segurança foram acionadas para atender a ocorrência. A área foi isolada para os procedimentos de praxe e levantamento das informações.
As causas do acidente ainda serão apuradas pelas autoridades competentes. Com informações do Água Branca Notícia

sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Cantor de Buíque é assassinado pelo ex da namorada e tem corpo jogado em canal no Agreste

 

Cantor de Buíque é assassinado pelo ex da namorada e tem corpo jogado em canal no Agreste (Reprodução /redes sociais)

Um homem foi assassinado com golpes de garrafa e pedra dentro da própria residência pelo ex-companheiro da namorada na madrugada desta quinta-feira (22), no bairro de Novo Horizonte, no município de Cupira, no Agreste de Pernambuco. A vítima foi identificada como Marcelo José da Silva, cantor conhecido na região. O corpo foi jogado dentro de um canal no bairro de Novo Horizonte.

Segundo informações da Polícia Civil, Marcelo estava em casa com a companheira quando o ex-companheiro da mulher entrou no imóvel após arrombar a porta. O suspeito atacou a vítima, com golpes de garrafa e pedras.

Por conta da gravidade dos ferimentos, Marcelo morreu no local antes mesmo da chegada do socorro.

Imagens gravadas por populares mostram o momento em que o corpo da vítima é levado, totalmente despido, pelo suspeito. O corpo foi deixado em um canal localizado sob a ponte da Avenida Juscelino Kubitschek. O suspeito fugiu do local em seguida.

O corpo foi encontrado por moradores da região que acionaram a Polícia Militar.

Ao chegar no local, a corporação realizou o isolamento da área para os trabalhos de investigação da Polícia Civil e de perícia do Instituto de Criminalística.

Após perícia no local, o corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Caruaru.

Ainda de acordo com as informações, a bicicleta da vítima foi levada pelo suspeito e abandonada nas proximidades do local onde o corpo foi encontrado.

Em nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que o caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Caruaru. As diligências seguem até o esclarecimento do caso. Diário de PE