Áudio: bandidos explicam porque seqüestraram e mataram funcionário público; ouça revelações de quem atirou
Ele já tinha entregado tudo: dinheiro, carro. Pra que matar o cara? Mataram por ruindade.
A constatação é do coronel Lívio Delgado, reproduzindo a perplexidade da própria polícia em relação a violência sofrida pelo funcionário público Bruno Ernesto Morais, 31, seqüestrado e morto ontem em João Pessoa.
Ouça o atirador
Coronel Lívio Delgado - parte
Cel Lívio Delgado - parte 2
Leia mais: Sequestrado e morto: funcionário público pediu para não morrer, revela bandido
Urgente: dupla armada sequestra jovem no bairro dos Bancários; PM está em diligência
Presos, os algozes do funcionário público fizeram revelações:
- Puxaram o cara da mala e me disseram: mata ele, diz Gleysson Dias da Silva, 18 anos, que assumiu ter puxado o gatilho e disparado duas vezes: uma na perna e outra na nuca de Bruno.
A sós com a vítima, ele ouviu as últimas palavras de Bruno:
- Ele disse: ‘leve o carro e deixe eu vivo’.
Mas Gleydsson ignorou o apelo e, já preso, explicou o motivo da impiedade:
- Porque ele obrigou eu, responde Gleysson, se referindo ao suposto líder do grupo: o seu irmão, um adolescente de 16 anos, conhecido como Nininho.
Até a revelação de Gleysson, a polícia não sabia que o garoto não só estava na cena do crime como teria articulado o seqüestro.
O garoto disse ao grupo que precisavam de um veículo modelo Siena – um utilitário espaçoso com mala ampla. E avisou que sabia onde encontrar um carro com aquelas características.
- Já já ele chega, disse o garoto.
Decidiram, então, montar vigília em frente ao prédio onde o funcionário público morava nos Bancários. A abordagem teria acontecido por volta das 19 horas.
Mata, mata, mata
Também participaram do crime José Alexandro Cavalcanti Lima, de 32 anos, e Josinaldo Rosário da Silva de 24 anos.
José Alexandro dirigiu o veículo. E disse que teria sido pago com R$ 3 mil - dinheiro que usaria, segundo ele, para soltar a mulher, presa no Bom Pastor.
Ele também revelou os apelos feitos pela vítima.
- Eu pedi para eles não matarem, disse pra amarrar, mas eles disseram: mata, mata, mata.
O alvo, segundo ele, sempre foi o carro.
O veículo seria usado no transporte de produtos roubados em residências da Capital e comercializados em Areias.
- Eles são acostumados a arrombar residências, disse o coronel.
Ele disse ainda que a morte pode ter ocorrido para não deixar rastros.
- Eles acreditaram que ninguém estava sabendo, diz.
Mas enquanto o seqüestro se desenrolava, uma multidão pedia via rede social para que fossem denunciadas informações que pudesse levar aos criminosos.
O alerta sobre o crime foi dado pelo próprio Bruno, que ligou do celular – já na mala do carro – para a esposa dele, a jornalista Carol Queiroz.
O funcionário foi sequestrado quando chegava a seu apartamento na rua radialista Antônio Assunção, próximo ao Colégio e Curso Século, nos Bancários.
Ele trabalhava como diretor de suporte da Unidade Municipal de Tecnologia da Informação (UMTI) da Prefeitura de João Pessoa. O prefeito Luciano Agra publicou nota de pesar. O velório está acontecendo na Central de Velórios São João Batista.
Repercussão nas redes sociais
Amigos de Bruno Ernesto, sequestrado e morto em João Pessoa na madrugada desta quarta-feira (8), utilizaram as redes sociais para protestar contra o assassinato brutal do jovem.
Colegas de trabalho, e até mesmo pessoas que se chocaram com o homicídio, compartilharam fotos, comentaram sobre a violência na Capital e repudiaram a ação dos assassinos.
Via twitter, os internautas criaram a hastag #ForçaCarol ( esposa de Bruno) que ocupou os Trends Topics de João Pessoa. Através do Facebook, os amigos e colegas de trabalhos compartilharam fotos do jovem.
C
A constatação é do coronel Lívio Delgado, reproduzindo a perplexidade da própria polícia em relação a violência sofrida pelo funcionário público Bruno Ernesto Morais, 31, seqüestrado e morto ontem em João Pessoa.
Ouça o atirador
Coronel Lívio Delgado - parte
Cel Lívio Delgado - parte 2

Urgente: dupla armada sequestra jovem no bairro dos Bancários; PM está em diligência
Presos, os algozes do funcionário público fizeram revelações:
- Puxaram o cara da mala e me disseram: mata ele, diz Gleysson Dias da Silva, 18 anos, que assumiu ter puxado o gatilho e disparado duas vezes: uma na perna e outra na nuca de Bruno.
A sós com a vítima, ele ouviu as últimas palavras de Bruno:
- Ele disse: ‘leve o carro e deixe eu vivo’.
Mas Gleydsson ignorou o apelo e, já preso, explicou o motivo da impiedade:
- Porque ele obrigou eu, responde Gleysson, se referindo ao suposto líder do grupo: o seu irmão, um adolescente de 16 anos, conhecido como Nininho.
Até a revelação de Gleysson, a polícia não sabia que o garoto não só estava na cena do crime como teria articulado o seqüestro.
O garoto disse ao grupo que precisavam de um veículo modelo Siena – um utilitário espaçoso com mala ampla. E avisou que sabia onde encontrar um carro com aquelas características.
- Já já ele chega, disse o garoto.
Decidiram, então, montar vigília em frente ao prédio onde o funcionário público morava nos Bancários. A abordagem teria acontecido por volta das 19 horas.
Mata, mata, mata
Também participaram do crime José Alexandro Cavalcanti Lima, de 32 anos, e Josinaldo Rosário da Silva de 24 anos.
José Alexandro dirigiu o veículo. E disse que teria sido pago com R$ 3 mil - dinheiro que usaria, segundo ele, para soltar a mulher, presa no Bom Pastor.
Ele também revelou os apelos feitos pela vítima.
- Eu pedi para eles não matarem, disse pra amarrar, mas eles disseram: mata, mata, mata.
O alvo, segundo ele, sempre foi o carro.
O veículo seria usado no transporte de produtos roubados em residências da Capital e comercializados em Areias.
- Eles são acostumados a arrombar residências, disse o coronel.
Ele disse ainda que a morte pode ter ocorrido para não deixar rastros.
- Eles acreditaram que ninguém estava sabendo, diz.
Mas enquanto o seqüestro se desenrolava, uma multidão pedia via rede social para que fossem denunciadas informações que pudesse levar aos criminosos.
O alerta sobre o crime foi dado pelo próprio Bruno, que ligou do celular – já na mala do carro – para a esposa dele, a jornalista Carol Queiroz.
O funcionário foi sequestrado quando chegava a seu apartamento na rua radialista Antônio Assunção, próximo ao Colégio e Curso Século, nos Bancários.
Ele trabalhava como diretor de suporte da Unidade Municipal de Tecnologia da Informação (UMTI) da Prefeitura de João Pessoa. O prefeito Luciano Agra publicou nota de pesar. O velório está acontecendo na Central de Velórios São João Batista.
Repercussão nas redes sociais
Amigos de Bruno Ernesto, sequestrado e morto em João Pessoa na madrugada desta quarta-feira (8), utilizaram as redes sociais para protestar contra o assassinato brutal do jovem.
Manifestação via twitter
Via twitter, os internautas criaram a hastag #ForçaCarol ( esposa de Bruno) que ocupou os Trends Topics de João Pessoa. Através do Facebook, os amigos e colegas de trabalhos compartilharam fotos do jovem.
C Amigos lamentaram no Facebook
Comentários
Postar um comentário