Polícia fecha cerco a empresário suspeito de matar ex-mulher
A polícia está no encalço do empresário Djalma Brugnara Veloso, 49, suspeito de matar a ex-mulher dentro de uma mansãoA delegada responsável pelo caso, Renata Fagundes, disse que já informou autoridades, como Polícia Rodoviária Federal, agentes federais de aeroportos de Belo Horizonte, além da Polícia Militar Rodoviária, sobre a possibilidade de fuga do suspeito.
A delegada teme que Djalma, dono de uma locadora de veículos em Belo Horizonte, e filho de uma família tradicional da capital mineira, tente sair do país. Equipes da Polícia Civil fazem as buscas, mas não há pistas do empresário. Há informações de que o circuito interno do condomínio tenha flagrado a entrada e saída dele na mansão. Djalma fugiu em um Peugeot branco.
A babá contou à polícia que o suspeito entrou na casa por volta de 20h30 de ontem e saiu às 4h desta quinta. Durante a madrugada, houve uma discussão e, de acordo com a perícia feita no corpo de Ana Alice, a morte aconteceu poucos minutos antes da fuga. A PM também registrou que a Procuradora foi morta a facadas, mas investigadores ainda não confirmam qual objeto foi usado, já que a arma do crime ainda não foi encontrada.
Lei Maria da Penha - A delegada confirmou que Ana Alice procurou a polícia no dia 24 janeiro para registrar um boletim de ocorrência porque sofria ameaças do ex-marido. Eles não vivam juntos e estavam em processo de separação. Segundo o registro, o empresário ameaçou a ex-esposa de morte e disse que iria ao trabalho dela fazer um escândalo.
A polícia encaminhou um pedido à Justiça para medida protetiva, prevista na Lei Maria da Penha. Caso fosse deferido, a procuradora teria o direito de deixar a casa sem que ficasse configurado abandono de lar. O próximo passo na Justiça seria determinar o retorno da mulher para a residência e a restrição de contato com o empresário. Ele ficaria proibido de chegar perto de Ana Alice.
O crime ocorreu enquanto os processos transitavam na Justiça. A advogada de Ana Alice, Juliana Gontijo, cuidava do divórcio e aguarda autorização da família para dar detalhes sobre o processo de separação. Ela contava com a ajuda de um criminalista, devido às ameaças sofridas pela procuradora.
Do Estado de Minas. DP
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