segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Em três jogos, Waldemar Lemos implanta nova filosofia e muda ambiente no Sport


Rafael Brasileiro/Esp. DP/D.A Press
Treinador faz bricandeiras com elenco e costuma pagar "dívidas" com flexões nos treinos
Depois de três jogos a frente do Sport, o técnico Waldemar Lemos já conseguiu dar nova vida ao time. De uma equipe sonolenta em campo, os rubro-negros passaram a mostrar muita aplicação tática e entrega para fazer uma forte marcação nos adversários. O Leão da Ilha brigador pode ser visto até no ataque. Felipe Azevedo e Gilsinho passaram a ter grande importância no primeiro combate. É com essa receita que a esperança de fugir da zona de rebaixamento voltou a ser acesa na torcida rubro-negra.
A mudança do Sport pode ser vista na prática e no
Rafael Brasileiro/Esp. DP/D.A Pr
Diante das câmeras, treinador defende atletas e não faz cobranças públicas
discurso. Depois da primeira vitória na Praça da Bandeira, o técnico elogiou a entrega do elenco. “Todo mundo está vendo como estamos nos doando. Deu para honrar esse clube e tenho certeza que daqui para frente será assim”, disse o técnico, com a voz pausada de sempre.

Otimista, na nova filosofia de Waldemar Lemos também não cabe espaço para exaltar o adversário. Após o jogo com o Santos, por exemplo, ele fez vista grossa para a pressão que a equipe sofreu e prefere fazer a cobrança interna, longe do holofotes. “Era algo que iria acontecer. Mas essa pressão era normal, porque eles estavam atrás do placar. Conseguimos marcar. Minha preocupação é com nosso grupo e com nosso trabalho”, observou, sobre o duelo deste domingo.

Essa nova cara do Sport é reflexo direto dos treinamentos comandados por Waldemar Lemos. O técnico gosta de comandar longas movimentações e exige muito da parte física dos jogadores. Com a entrega diária, os atletas passam a entrar nos jogos mais inteiros para disputar cada bola. Esse esforço diário também vem acompanhado de uma boa dose de descontração. Waldemar faz trabalhos que incluem cambalhotas e flexões para os jogadores que erraram os fundamentos. Quando eles acertam é o técnico que paga a conta.DIÁRIO DE PE

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