Papa demonstra respeito às diferenças religiosas
Em mais um momento de descontração, o papa Francisco usou hoje (27) um
cocar que ganhou de presente do índio pataxó da Bahia Ubiraí, durante
cerimônia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Francisco benzeu
indígenas, vestidos com seus trajes típicos, e agradeceu o presente de
Ubiraí. O pontífice também recebeu representantes de religiões
afrobrasileiras. A iniciativa do papa foi comemorada pelos não católicos
e representantes da sociedade civil.
Ubiraí e mais três indígenas da aldeia Coroa Vermelha, em Porto Seguro, na Bahia, cumprimentaram o papa. Todos estavam vestidos com os trajes típicos e as pinturas corporais tradicionais de sua etnia. As indígenas se ajoelharam e beijaram a mão do papa, que retribuiu benzendo-as na testa. Todos se disseram católicos.
O conselheiro estratégico do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) e da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir), o babalaô Ivanir dos Santos, disse à Agência Brasil que foi um “encontro histórico”.
Santos aproveitou o encontro para presentear Francisco com o livro que conta sobre as manifestações em favor da liberdade religiosa, intitulado Caminhando a Gente Se Entende, que reúne fotografias das quatro últimas edições dos protestos. “O papa receber um indígena e um candomblecista é muito simbólico”, ressaltou.
“Pela primeira vez, um papa recebe um candomblecista, um sacerdote de religiões de matriz africana, o que não ocorreu nem mesmo na África”, destacou o babalaô. Santos ressaltou que a ação do papa, em receber representantes de várias religiões, demonstra o respeito às diferenças, exemplo que deve ser seguido. “No cenário em que há um crescimento da intolerância religiosa cada vez maior no país, isso é tido como um compromisso de combate à intolerância religiosa”, disse.DIÁRIO DE PE
Ubiraí e mais três indígenas da aldeia Coroa Vermelha, em Porto Seguro, na Bahia, cumprimentaram o papa. Todos estavam vestidos com os trajes típicos e as pinturas corporais tradicionais de sua etnia. As indígenas se ajoelharam e beijaram a mão do papa, que retribuiu benzendo-as na testa. Todos se disseram católicos.
O conselheiro estratégico do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) e da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (Ccir), o babalaô Ivanir dos Santos, disse à Agência Brasil que foi um “encontro histórico”.
Santos aproveitou o encontro para presentear Francisco com o livro que conta sobre as manifestações em favor da liberdade religiosa, intitulado Caminhando a Gente Se Entende, que reúne fotografias das quatro últimas edições dos protestos. “O papa receber um indígena e um candomblecista é muito simbólico”, ressaltou.
“Pela primeira vez, um papa recebe um candomblecista, um sacerdote de religiões de matriz africana, o que não ocorreu nem mesmo na África”, destacou o babalaô. Santos ressaltou que a ação do papa, em receber representantes de várias religiões, demonstra o respeito às diferenças, exemplo que deve ser seguido. “No cenário em que há um crescimento da intolerância religiosa cada vez maior no país, isso é tido como um compromisso de combate à intolerância religiosa”, disse.DIÁRIO DE PE

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