Bezerra sai em defesa de Dilma na polêmica do Canal do Sertão

Bezerra Coelho promete coletiva nesta quinta para aprofundar o debate / JC Imagem

Bezerra Coelho promete coletiva nesta quinta para aprofundar o debate

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Confrontado pela surpresa, decepção e acusações de deputados estaduais de oposição contra o governo federal, o ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB) saiu em defesa da presidente Dilma Rousseff (PT), negando haver retaliação a Pernambuco, devido à saída do PSB e do governador Eduardo Campos da aliança governista, no novo traçado do projeto de irrigação do Canal do Sertão. A mudança reduziria o número de municípios a ser atendidos na região do Araripe.


Bezerra descartou revide da União – logo após desembarcar de São Paulo, nesta quarta-feira (6), às 22 horas – e atribuiu ao ex-deputado federal, seu tio e adversário político em Petrolina, Osvaldo Coelho (DEM), a propagação da versão de diminuição da área do canal com prejuízo ao Sertão do Araripe.

“É coisa do Osvaldo Coelho. Ele não acredita em PPP (Parceria Público Privada) e sua última bossa é dizer que o projeto foi reduzido”, afirmou.

Potencial candidato ao governo do Estado e colocado como coordenador da provável candidatura de Eduardo a presidente em 2014, o ex-ministro – que promete uma coletiva à imprensa, nesta quinta (7), para esclarecer os questionamentos – ressaltou que o projeto, lançado em outubro por edital da Codevasf (Companhia do Vale do São Francisco), é de 2005, não foi alterado e será lançado pela presidente Dilma no próximo dia 21, quando virá ao Sertão do Pajeú inaugurar a Adutora do Oeste. “Está confirmada a vinda. O que temos é pressionar para que ela lance o edital da obra”, assinalou.

O ex-ministro revelou que vai complementar nesta quinta a nota expedida, na noite desta quarta, pelo Ministério da Integração Nacional, que desmentiu as insinuações e suspeitas de retaliação a Pernambuco e de redução da área a ser irrigada no Araripe.

“Osvaldo (Coelho) tem falado em amputação da esperança, fez reunião no Araripe e referiu-se ao primeiro estudo de viabilidade feito e que estimava em 106 mil m³. Era um estudo. Em 2005, o governo definiu 71 mil m³ para Pernambuco. Ele tá fazendo um carnaval”, criticou.
Na nota, o ministério disse que na recente gestão do PSB à frente da pasta, o projeto, em seu novo escopo, foi novamente validado e consensuado. Afirma, ainda que o canal “foi inclusive contemplado no Eixo I do Programa Mais Irrigação, em 2012, para execução por PPP”

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