domingo, 16 de fevereiro de 2014

Paraíba é o 3º estado mais perigoso no Nordeste para homossexuais, aponta pesquisa

Imagem ilustrativa
A Paraíba ocupa a 3ª posição no ranking dos estados do Nordeste que tiveram o maior número de assassinatos de homossexuais registrados em 2013, ficando atrás apenas de Pernambuco e da Bahia. No Brasil, a Paraíba aparece no 6º lugar. Foram pelos menos 17 homicídios, sendo 10 de gays e sete de travestis. Os dados são da pesquisa feita pelo Grupo Gay da Bahia.

Proporcionalmente (homicídio por milhão de habitantes), a situação da Paraíba é ainda pior, sendo considerado o segundo estado mais perigoso para os homossexuais na região. Foram 4,34% de assassinatos por milhão de habitantes no ano passado. O Rio Grande do Norte teve 4,45% de mortes por milhão de habitantes.

Apesar de apontar uma queda de 11,77% em relação a 2012, quando foram registradas 15 mortes, a pesquisa destaca que o crime mais violento aconteceu no município de Serra Redonda, no Agreste paraibano. No dia 24 de maio de 2013, o professor e ex-vereador do município, Emanuel Bernardo dos Santos, 65 anos, foi assassinado com 106 facadas e com cabo de foice introduzido no ânus.

Segundo o estudo, em todo o país, repete-se a mesma tendência dos anos anteriores, ou seja, casos de violência extrema, considerando-os como crimes de ódio. No Brasil, 100 dos assassinatos foram praticados com arma branca (faca, punhal, canivete, foice, machado, tesoura), 93 com armas de fogo, 44 espancamentos (paulada, pedrada, marretada), 31 por asfixia e quatro foram queimados.

De acordo com o levantamento, o Brasil segue como campeão mundial em homicídios de homossexuais. No mundo, de cada cinco gays ou transgêneros mortos, quatro são brasileiros. Nesse quadro, o Nordeste segue com a região mais violenta do país para o segmento com 43% dos homicídios. Depois aparece o Sudeste e Sul, com 35%, cada um.

A pesquisa acusa os governos federal e estaduais de promoverem 'homofobia institucional'. O governo da presidente Dilma Rousseff (PT) é responsabilizado por ter vetado a campanha do kit anti-homofobia, que, segundo o estudo, deveria ter capacitado mais de seis milhões de jovens no respeito aos direitos humanos dos homossexuais, e por terem pressionado sua bancada aliada para não aprovar no Senado a lei que torna crime a discriminação de homossexuais, o chamado PL da Homofobia. Já os estados são acusados de não garantirem a segurança nos espaços frequentados pela comunidade LGBT.
CORREIO DA PB

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