Entenda o peso da bandeira vermelha na sua conta de luz


Aneel aumentou o valor da bandeiras porque os reservatórios das principais hidrelétricas do País estão com pouca água / Foto: André Nery/ Acervo JC Imagem
 JC

A bandeira tarifária que será aplicada nas contas de luz de novembro será a vermelha patamar 2 a qual implicará num acréscimo de R$ 5 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos, como definiu ontem a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Isso significa R$ 1,50 a mais já que a bandeira tarifária no patamar 2, este mês de outubro, era de R$ 3,50. A Aneel aumentou o valor da bandeiras porque os reservatórios das principais hidrelétricas do País estão com pouca água.


A pedido do JC, a Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) fez a simulação de quanto será o valor final cobrado pelo consumo de 100 quilowatts-hora (kWh), 300 kWh e 500 kWh. Em novembro, os consumidores residenciais da Celpe não sentirão muito o impacto do aumento da bandeira porque o governo federal reduziu as alíquotas do PIS/Cofins.
Em novembro, os tributos representarão, respectivamente, 0,93% e 4,27% da conta, enquanto que em outubro o primeiro estava em 0,93% e o segundo em 5,35%. Essas alíquotas sempre sofrem uma variação ao sabor da sede de arrecadação do governo federal. A conta de energia é um dos instrumentos para se arrecadar imposto sem inadimplência no Brasil. Ele representa quase 51% do valor da conta.

A alta das bandeiras reflete principalmente a estiagem no Sudeste/Centro-Oeste do País. Para o leitor ter uma ideia, os reservatórios dessas regiões estavam com 17,96% da sua capacidade de armazenamento, enquanto o Nordeste tinha apenas 6,47% na última quinta-feira. Maior reservatório nordestino, Sobradinho, na Bahia, estava com 3,14% do seu volume útil no mesmo dia. Não há risco de desabastecimento de energia, segundo a Aneel.

COMPARATIVO

Se você acha que essas bandeiras não fazem diferença no bolso, está enganado. Elas estão deixando a conta mais salgada. Em novembro, caso fosse adotada a bandeira verde a conta de luz custaria menos R$ 12,89; R$ 38,68 e R$ 64,47 para quem consome, respectivamente, 100, 300 e 500 kWh por mês.
É que elas transferem ao consumidor o custo da entrada em operação das térmicas já no mês seguinte. São quatro tipos de bandeira: a verde – na qual não há cobrança –, a amarela que cobra R$ 1 e a vermelha que se divide no patamar 1 e 2. A primeira cobra R$ 3,00, enquanto a segundo adiciona R$ 5. Os valores são acrescidos a cada 100 kWh consumidos. Esses valores foram aprovados no último dia 24 e são válidos para o mês de novembro. “É o custo da falta de planejamento do setor elétrico brasileiro”, diz o especialista do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires.

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