Síndrome do Ovário Policístico pode atingir até 30% das mulheres

 

Foto: Romulo Chico / DP

Alterações menstruais, obesidade e perda de cabelo. Esses são uns dos sintomas da Síndrome de Ovário Policístico (SOP), que atinge cerca de 20% a 30% da população feminina. A doença crônica é um distúrbio que altera os níveis hormonais com o aumento da produção de testosterona (hormônio masculino) e é caracterizado pela presença de cistos nos ovários, órgãos responsáveis pela produção dos hormônios sexuais femininos e por acolher os óvulos. Apesar de não ter cura, pode ser controlada através do uso de medicamentos e até de procedimentos cirúrgicos. 


Segundo o ginecologista e diretor médico do Hospital da Fonte, Waldemir Carvalho, a síndrome é mais comum em mulheres de 20 a 40 anos, mas pode atingir mulheres de qualquer idade. Em geral, a doença é decorrente de deficiências enzimáticas nos ovários, com origem genética, e 50% das pacientes apresentam problemas hormonais, como excesso de produção de insulina, nas glândulas do hipotálamo, hipófise e adrenais, e uma produção maior de testosterona. 

Os sintomas apresentados pelas pacientes são: alterações menstruais, com uma menstruação intensa ou poucas vezes ao ano; aumento de pelos no rosto, seios e abdômen; obesidade, onde o aumento de peso agrava a doença; acne causada pela oleosidade; queda de cabelo e até infertilidade. Apenas 10% dos casos apresentam sintomatologia, enquanto os outros são assintomáticos. 

A síndrome também pode ser confundida com cistos nos ovários, que causam dor abdominal e irregularidade no ciclo menstrual. A diferença está na quantidade de cistos, que são múltiplos nos quadros de SOP, e aparecem em pequeno número, maiores e benignos e malignos nos casos de cistos ovarianos. Quem sofre com uma doença, geralmente, não sofre com a outra. Por isso, o acompanhamento ginecológico é recomendado de forma frequente para a melhor identificação do problema.

“O diagnóstico é realizado através da avaliação dos sintomas da mulher, de uma ultrassom transvaginal e exames de sangue”, explica o ginecologista. O tratamento é realizado segundo a necessidade de cada paciente. “Em casos pelos no rosto e corpo, acne, irregularidades na menstruação e controle na produção de hormônios masculinos, a pílula anticoncepcional é o recomendado. Para a obesidade, é necessário a prática de exercícios e dieta. A infertilidade é revertida também com o uso de medicamentos adequados. A cirurgia só é indicada em quadros onde os cistos são muito volumosos e a paciente não responde bem ao tratamento medicamentoso”, finalizou Waldemir Carvalho.

O Hospital Jayme da Fonte oferece uma estrutura moderna, com um centro de diagnóstico sofisticado, UTI totalmente equipada, médicos plantonistas e apresenta uma baixa taxa de infecção hospitalar. Diário de PE

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