Estado tem pouco mais de um milhão de pessoas vivendo em áreas vulneráveis a mudanças climáticas, aponta estudo

Estado tem áreas sujeitas a deslizamentos de barreiras (Foto: Arquivo/DP)

 Pouco mais de um milhão de pessoas vivem em Pernambuco em áreas de vulnerabilidade para  mudanças climáticas. 

 
É o que aponta um estudo divulgado pelo Governo Federal.
O trabalho foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, vinculada ao Ministério da Casa Civil.
 
 Segundo esse levantamento, o problema afeta 11, 6% da população do Estado.
 
Isso coloca Pernambuco no terceiro lugar no ranking nacional de áreas de risco, perdendo para  Bahia (17,3%) e Espírito Santo (13,8%).
 
Ainda segundo o levantamento, 106 (58%) dos 183 municípios têm áreas suscetíveis a deslizamentos, enxurradas ou inundações. 
A nota técnica do estudo disponibiliza a lista de municípios pernambucanos e seus respectivos quantitativos populacionais vulneráveis aos desastres mencionados.
 
Esse estudo servirá como parâmetro para a escolha e priorização de obras de infraestrutura dentro do Novo PAC. 
 
As populações em zonas de risco somam 8,9 milhões de pessoas, ou 6% da população nacional.
 
O documento cita algumas obras que devem ser priorizadas com esse objetivo: contenção de encostas, macrodrenagem, barragens de regularização de vazões e controle de cheias, além de intervenções em cursos d’água.
 
Veja nota técnica aqui  

Cidades
 
Na capital pernambucana, mais de 206 mil pessoas (13,8% de sua população) estão vulneráveis. 
 
O Recife está no topo da lista em quantitativo populacional em situação de risco. 
 
Em 2º lugar vem Jaboatão dos Guararapes, com 188 mil pessoas (29,2% dos jaboatonenses) em risco; e em 3º está Igarassu, com 69,8 mil pessoas (60,6% de sua população - vivendo sob risco.
 
Olinda tem 58,6 mil (16,7%) vulneráveis; Paulista fica com 41,7 mil (12,2%).
 
Camaragibe tem  29 mil (19,6%); e Caruaru, 26,5 mil (7%) de vulneráveis.

No País
 
O Governo Federal mapeou 1.942 municípios suscetíveis a desastres associados a alagamentos, inundações e deslizamentos de terras, chegando a quase 35% dos municípios brasileiros. 
 
O levantamento foi coordenado pela Secretaria Especial de Articulação e Monitoramento, órgão ligado ao Ministério da Casa Civil.

Os pesquisadores apontam ainda que as populações mais pobres são as mais vulneráveis também a esse tipo de tragédia. “A segregação socioterritorial tem levado as populações mais carentes a ocuparem locais inadequados, sujeitos a inundações, deslizamentos de terra e outras ameaças correlatas”, diz o documento.

O estudo recomenda que, para minimizar tragédias futuras, o Poder Público monitore e atualize anualmente esses dados, divulgando a todos os órgãos responsáveis para lidar com o tema. E que sejam ampliados os sistemas de alertas de inundações.Diário de PE

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