Funcionário da Câmara nega ter soltado roedores em CPI
Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O assessor da Câmara dos
Deputados detido sob a acusação de levar e soltar roedores durante
sessão da CPI da Petrobras negou em depoimento à Polícia Legislativa ser
o responsável pelo ato e disse disse que está sendo vítima de um
equívoco.
Márcio Martins Oliveira, assessor
comissionado da 2ª vice-presidência da Câmara, foi liberado logo em
seguida após se comprometer a se apresentar à Justiça quando convocado.
Ele não falou com jornalistas.
De acordo com a assessoria de imprensa
da Câmara, as imagens da sessão serão usadas na investigação e Oliveira
deverá responderá por "tumulto em ato público -uma contravenção penal,
ato considerado de menor poder ofensivo."
Por determinação do presidente da
Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ele foi exonerado de suas funções. O
segundo-vice-presidente da Câmara, deputado Giacobo (PR-PR), afirmou que
não tinha conhecimento do que seu funcionário faria e que repudia o
ato.
Oliveira é servidor comissionado, ou
seja, contratado por indicação política, ocupando a função de assistente
de gabinete desde 9 de março, com salário mensal de R$ 2.300. Antes
havia sido assessor do deputado Paulo Pereira da Silva (SDD-SP).
Cunha também criticou a ação na CPI que
ouvia o depoimento do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. "Essas coisas
não combinam com o Parlamento, com a seriedade do trabalho que a gente
quer fazer e está fazendo na Casa. Não pode uma CPI séria, ouvindo uma
oitiva séria ter esse tipo de brincadeira", afirmou.Do JC
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