Votação de ajuste fiscal é interrompida depois de 'chuva de petrodólares'
Foto: Gustavo Lima/Câmara dos Deputado
A sessão de votação do
pacote de ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff foi interrompida por
cerca de 20 minutos no início da noite desta quarta (6) após integrantes
da Força Sindical que estavam nas galerias da Câmara protestarem e
atirarem notas de "petrodólares" no plenário, sobre os deputados.
Levados à Câmara pelo presidente
licenciado da central, o deputado Paulo Pereira da Silva (SDD-SP) -o
Paulinho da Força-, os sindicalistas gritaram palavras de ordem e
xingamentos contra o governo e contra Dilma.
"Ô Dilma, vai se f..., o Brasil não
precisa de você" e "deputado, preste atenção, esse governo está roubando
a nação" foram alguns dos coros.
As notas foram jogadas na área do
plenário onde se concentram os deputados do PT. Os papéis imitam notas
de dólar, com fotos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de Dilma
e do ex-tesoureiro do partido João Vaccari Neto -preso em decorrência
da Operação Lava Jato- e a expressão "PTro Dollar".
Os protestos se intensificaram após
discurso do líder da bancada do PSDB, Carlos Sampaio (SP), que acusou os
petistas de serem "caras de pau" e "corruptos".
Após o tumulto, o presidente da Câmara,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), suspendeu a sessão e determinou à Polícia
Legislativa que evacuassem as galerias.
Com a saída dos manifestantes, a sessão
foi retomada por volta das 19h. Minutos depois, porém, a sessão foi
novamente interrompida por causa de bate-boca entre os deputados Roberto
Freire (PPS-SP) e Orlando Silva (PC do B-SP), ex-ministro do Esporte
nos governos Lula (2003-2010) e Dilma, que quase se atracaram.
A sessão foi retomada, novamente, minutos depois.Do JC
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