Mulher trans que teve 40% do corpo queimado por adolescente é intubada

 

Vítima permanece internada no Hospital da Restauração, no bairro do Derby, na área central do Recife — Foto: Katherine Coutinho/G1

Foi intubada, neste sábado (26), a mulher trans de 33 anos que teve 40% do corpo queimado após um adolescente ter ateado fogo nela. A intubação foi necessária após a paciente apresentar pressão arterial instável, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde.

Identificada pelo governo apenas como Roberta, ela segue internada no Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, na área central do Recife, desde a madrugada da quinta-feira (24), quando foi vítima de tentativa de homicídio.

Na tarde deste sábado (26), Roberta foi encaminhada para o bloco cirúrgico do hospital. Antes da cirurgia, ela estava na Unidade de Tratamento de Queimados, mas, após a finalização do procedimento cirúrgico, foi transferida para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), também segundo a secretaria.

G1 solicitou à Secretaria Estadual de Saúde informações sobre o estado de saúde da paciente após a cirurgia, mas o governo informou que o próximo boletim sobre o quadro clínico dela deve ser divulgado no domingo (27).Na sexta-feira (25), a codeputada Robeyoncé Lima, do mandato coletivo Juntas (PSOL), foi até o Hospital da Restauração para conversar com a vítima. Após a visita, a parlamentar relatou que Roberta acredita que foi vítima de LGBTfobia (veja vídeo acima).

Tentativa de homicídio

O crime aconteceu nas proximidades do terminal de ônibus do Cais de Santa Rita, na região central do Recife. No boletim de ocorrência, ao qual o G1 teve acesso, consta que testemunhas relataram à Polícia Militar que um adolescente estava com a mulher trans, que é moradora de rua, dentro de um barraco de lona e ateou fogo no corpo dela.

Em seguida, ele tentou fugir, mas foi apreendido por policiais militares que faziam rondas na região. O adolescente foi autuado em flagrante por "ato infracional análogo a homicídio doloso tentado", segundo a Polícia Civil.

O caso foi registrado na 7ª Delegacia de Polícia de Plantão da Criança e do Adolescente, no Recife. De acordo com o delegado José Renato, o adolescente foi levado à Unidade de Atendimento Inicial (Uniai) da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Funase). G1 PE

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